quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Linux até em estetoscópios

Com o aumento do poder de processamento e a queda vertiginosa no preço dos processadores, muita coisa que exigia um enorme custo de desenvolvimento e produção, tem se tornado acessível. Por exemplo: um sistema de monitoramento de oximetria cabe, hoje, numa placa menor que o seu dedão. Na verdade, cabe num die do tamanho deste ponto.


Seguindo essa onda, alguns estudantes de engenharia do Calvin College estão projetando um estetoscópio eletrônico com o uClinux, rodando sobre um Freescale Coldfire. O projeto pode ser lido aqui. Uma das partes mais interessantes é a matriz de decisão, onde eles pesaram todos os fatores para escolher entre as tecnologias disponíveis (FPGA, FPGA com microprocessador sintetizado, microprocessador "físico", ASIC ou um sistema completamente analógico).


Essa foi a parte boa.


A parte ruim é que a tecnologia vai ficando tão banal, que nos torna dependentes. Imaginem a cena (claro, é só para ilustrar): uma geração inteira de "Dr. Houses" que baseiam seus diagnósticos em estetoscópios digitais. Um belo dia, o avião cai numa ilha deserta, a bateria de íon lítio se descarrega e o sujeito fica sem saber medir a pressão do enfermo.


Outro ponto: será que o "footprint" de memória compensa o uso do uClinux? O sistema poderia ser implementado sem a necessidade de um Sistema Operacional...


Apesar de ser muito bom que possamos ter buzinas de carro que tocam mp3 (e estetoscópios eletrônicos), é preciso muito discernimento para usar a tecnologia onde ela é realmente necessária e não supérflua.


[via Slashdot]




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