Vamos pensar em uma nação com mais de 5000 anos de história, que contribuiu cientificamente para o avanço da ciência em áreas como astronomia e engenharia. Inegavelmente uma nação à frente do seu tempo. Só que após algumas invasões européias, essa nação nunca mais foi a mesma, mas ainda mantém patrimônios da humanidade sob sua tutela, o que ainda lhe proporciona um certo respeito. Sim, estou falando do Egito.
Agora chega de história, vamos para acontecimentos atuais e, por mais absurdos que possam parecer, reais.
O governo egípcio resolveu que seria uma boa idéia proteger sob a lei de direito autoral peças criadas milênios atrás. É isso aí, muito mais que a Lei Mickey Mouse, que há alguns anos extendeu os termos de direito autoral nos EUA de 70 para 120 anos após a criação, e 95 anos após a publicação, impedindo que se reproduzam imagens do Mickey por exemplo sem a devida autorização da Disney por mais um bom tempo - por isso a lei tem esse apelido. Agora, quem quiser fazer reproduções de esfinges ou pirâmides para uso comercial e privado vai ter que pedir autorização, a menos que a cópia não seja fiel.
A lei ainda não foi aprovada, mas Zahi Hawass, do Supremo Conselho de Antigüidades do Egito espera com isso uma ajuda de custo para manter as centenas de monumentos da época dos faraós, o que ainda não justificaria uma legislação como essa.
Imagine agora se resolvem criar uma lei como essa na União Européia e impedir reproduções de, por exemplo, a cadeira Barcelona de Mies van der Rohe, de 1929, ou mesmo as sinfonias de Bethoven, ou... enfim, é um grande patrimônio para se proteger.
Fonte: BBC News [via Boing Boing]
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